Pais, professores e médicos estão entre as 30 presos pela PF por abuso sexual de crianças


Via Paraná Portal

A Polícia Federal prendeu 27 pessoas em flagrante e três preventivamente até às 10h20 desta terça-feira (25), no âmbito da Operação Glasnost, que combate a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet.

No Paraná, foram presas 4 pessoas, uma em flagrante em Curitiba e três em Maringá. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

Segundo o delegado Flávio Augusto Palma, entre os detidos estão pais que abusavam das próprias filhas, professores, médicos, um homem de 80 anos e funcionários de altos cargos em órgãos públicos, entre outros. “Não existe perfil [de abusador] e ocorreu uma situação inusitada. Uma mulher foi presa por abuso sexual de crianças: toda a família praticava atos sexuais entre todos. Os familiares e conhecidos foram presos em desdobramentos da operação”, afirmou.

Foram emitidos 71 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva. Participam da operação 350 policiais de 30 unidades da PRF em 14 estados. Além de brasileiros, foram identificados abusadores americanos, franceses e russos; as informações foram encaminhadas para as autoridades locais.

Durante o monitoramento nas investigações, os policiais descobriram casos de abuso em tempo real. A informação foi repassada aos responsáveis e nove dos abusadores foram presos, no final de 2014.

“Praticamente todos os envolvidos praticaram crime de compartilhamento de pornografia infantil. O fato de armazenar imagens já configura crime. Também tem abuso de vulnerável, produção de pornografia, todos esses crimes aparecem”, explicou o delegado.

O crime com pena mais branda é a posse de pornografia, com pena de 4 anos e cabe fiança. Abuso é crime hediondo e não costuma ser afiançável, segundo a PF.

A investigação é concentrada em Curitiba, mas os mandados de prisão foram autorizados pelos juízos de cada região. Um estudante de medicina, preso na capital em 2010, mencionou a existência do site russo de compartilhamento de pornografia.

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